Twitter e a mediação da informação em períodos eleitorais

Eu CEADD 2014O professor Ronaldo F. Araújo, do curso de Biblioteconomia da Ufal,  participou, nos dias 18 e 19 de setembro, do II Seminário de Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Democracia Digital,  realizada na Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na ocasião o professor apresentou mais uma etapa da pesquisa que analisa a participação política que ocorre em ambientes digitais durante períodos eleitorais em Alagoas.

O estudo está sendo desenvolvido no Grupo de Pesquisa em Política e Tecnologia de Informação e Comunicação (GPOLITICS) da Ufal, tendo como foco as eleições de 2014, com o objetivo de compreender a interação entre eleitores e os candidatos ao Governo do Estado que se estabelecem no Twitter. “Ao citar um candidato no Twitter, o eleitor explora o ideal de mediação informacional cívica do dispositivo e expressa seu interesse em estabelecer diálogo com os agentes políticos e ao responder as menções recebidas o candidato confirma o uso dialógico dessa plataforma na participação democrática”, expôs o pesquisador.

Segundo Ronaldo Araújo, essa interação pode ser mapeada revelando os atores e suas conexões, ou seja, indicando a rede de participação em torno do pleito dos candidatos e do interesse dos eleitores por suas campanhas, seja para apoiá-las ou criticá-las. Com o apoio de visualização gráfica (GRÁFICO 1) o pesquisador apresentou essa rede de participação e interações em torno dos três principais candidatos ao Governo de Alagoas, no período de 1 a 31 de julho deste ano.

Grafo 1 Interações
Grafo 1: interações entre candidatos e eleitores

O professor destaca que os dados levantados expressam a mediação da informação que a mídia social promove e revelam o que em parte é desconsiderado na maioria dos estudos sobre campanhas políticas online: os eleitores e suas vozes, ou seja, o elemento principal a ser observado no contexto da participação política nas campanhas. “Cada nó é um usuário que se relaciona direta ou indiretamente com os candidatos”, ressalta Ronaldo Araújo.

A pesquisa ainda está em andamento e procura qualificar os dados descrevendo os perfis que se correspondem com os candidatos para compreender qual o elo dessas interações, ou seja, como se dá a participação política dos eleitores: o que perguntam, apoiam ou criticam nas campanhas dos candidatos. E por fim, o que os candidatos respondem e o que não respondem.

Ascom/Ufal

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